Para iniciarmos essa reflexão definimos moral como um conjunto de valores, normas e noções sobre o que é certo ou errado, proibido e permitido, dentro de uma determinada sociedade, porém os costumes são, grosso modo, a própria moral. O ser humano é, então, um animal capaz de criar uma moral com a finalidade de possibilitar a vida em sociedade.
Isso significa dizer que os valores morais são uma espécie de “código de conduta” que dita como cada indivíduo deve agir no interior daquela sociedade para integrar-se e adequar-se a ela, onde os valores morais são conceitos racionais eternos e imutáveis. Essa ideia exige a noção de que há um conceito de bem, o Bem em si, um conceito de mal, o Mal em si e Ideias racionais que caracterizam imutavelmente qualquer noção de valor moral possível.
Entretanto, a moral advém da palavra latina “moralis” e da palavra latina “more” (que significa “costume” ou “hábito”, já a moral maçônica não é a mesma moral profana; moral para os membros da SUBLIME ARTE não traduz o comportamento comum, mas uma atitude espiritualizada, o comportamento maçônico, que cultiva a fraternidade, o amor, a tolerância, o mútuo respeito.
Agora tem um pequeno conceito sobre a moral, tanto profana quanto maçônica, vemos que a palavra Legal é relativa a lei jurídica; conforme à, estabelecido, regulado, definido, sancionado por ou que resulta de lei.
A justiça tem seu código penal, tanto para a reprimenda, quanto para a soltura. A lei nos dá o poder para sermos livres ou presos. Alguém disse: “Nem tudo que é legal é moral”. Esta frase expressa muito bem aquilo que Montesquieu escreveu: “Sou um rei, era um escravo; pagava um tributo à república e hoje é ela quem me sustenta. Não tenho mais receio de perder, espero adquirir”. (Montesquieu). Nem tudo que me é lícito é legal, no sentido de moralidade. Legalidade e moralidade nem sempre andam de mãos dadas, deveriam estar, mas não estão.
Apesar de serem etimologicamente semelhantes, a moral e a ética são distintos, tendo a moral um caráter prático imediato e restrito, visto que corresponde a um conjunto de normas que regem a vida do indivíduo e, consequentemente, da sociedade, apontando o que é bom e o que é mal, influenciando os juízos de valores e as opiniões. Em contrapartida, a ética caracteriza-se como uma reflexão filosófica de caráter universalista sobre a moral, a fim de analisar os princípios, as causas, mas, também as consequências das ações dos indivíduos para a sociedade.
O Poder Judiciário não pode se intrometer nas normas e leis aprovadas pela maçonaria só porque um candidato não foi aceito em seus quadros. Foi o que decidiu a 7ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre ao julgar improcedente uma ação declaratória de inconstitucionalidade de atos e normas de leis maçônicas.
Concluímos vemos que o verdadeiro maçom sempre deve levar a moral antes do que é legal, pois a palavra de um maçom substitui qualquer coisa escrita, afinal todos os caminhos que tivemos que traçar e ainda traçaremos não existe lei que possa substituir a morar e a palavra de um maçom.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *