Covid-19 no Brasil: seis meses de vitórias da humanidade diante do mal e de vícios sociais

Seis meses se passaram no Brasil, promovendo um atordoamento em nossa população que merece, antes de mais nada, os parabéns pelo senso de resignação e tolerância mostradas diante das incertezas de um novo mal.

Formatos novos de uma doença conhecida, que conseguiu parar o mundo todo, num susto que aos poucos vai se atenuando.

Enquanto na Medicina, os heróis da linha de frente e abnegados pesquisadores de bancada jamais se estacionaram ficou registrado, de forma impressionante, o lado negativo de boa parte da humanidade contemporânea.

Ficaram evidentes conflitos de interesse em torno de esquemas ou protocolos de tratamento, posicionamentos políticos eleitoreiros malévolos, cultivados no dia a dia de cúpulas governamentais, aos poucos sendo desvendados pela verdade que tarda, mas não falha.

A cicatriz negativa que vai restar, tristemente decorreu de laboratórios farmacêuticos projetando medicações altamente lucrativas que se mostraram ineficientes, discursos de sociedades médicas escancarando conflitos de interesses na promoção de algo incerto, com a ridícula postura de condenar esquemas medicamentosos que, cada vez mais, acabaram por mostrar eficácia.

Inusitado e estranho vetar recursos terapêuticos que, a despeito de terem sido baseados em métodos observacionais, cujas evidências são, sim, científicas antes que metodologias lentas e incapazes de garantir um desfecho conclusivo no curto prazo. Mais estranho ainda, preconizar o aguardo de agravamento de doença para se adotar conduta em condições dramáticas.

A aberração vexatória de revistas científicas, precipitadamente, publicarem “notícias” que tiveram que recolher vergonhosamente pelo volume de erros contidos nas mensagens divulgadas, fazendo suspeitar-se de grave conflito de interesse.

Uma verdade triste que ficou patente: uma OMS desgastada, desacreditada, pactuada com alinhamentos ideológicos e servindo a interesses escusos em diversas decisões.

Assistimos, em nosso Brasil, a ridícula postura de políticos buscando instâncias como a mais alta Corte de Justiça que se ridicularizaram em “meter o bedelho” em tema aflitivo, eminentemente técnico, em autêntico teatro cujo tema poderia ser rotulado de “um festival de atrevimento”, frente a situações com vidas arriscadas.

O lado bom: médicos, pesquisadores, enfermeiros, paramédicos, em meio a essa verdadeira panaceia de ridicularidade política, na calada e na calma postura, robusta de arrojo, coragem e senso científico encontrando, no dia a dia, um caminho mais acertado para vencer essa luta. Ainda por ser conseguida, mas com avanços contrastantes com a situação de seis meses atrás.

Não pode ficar de fora o papel do jornalismo assistido nesse período.

Nunca se viu um processo deformante tão danoso como a prática jornalística exercida por grande parte da imprensa escrita e televisada. E poderosa. Mas quão enfraquecedoras dessa profissão (jornalismo) que já foi, na história, a 4ª. força de influência no destino da humanidade.

Pode-se dizer, desde as ricas e suntuosas salas de redação até a ponta de profissionais assiste-se jornalistas perdidos por interesses de variadas naturezas: financeira, ideológica e político partidário.

Outra questão boa e positiva foi o avanço rápido e marcante da mídia social, alternativa para contornar as barbaridades da mídia convencional. É claro, carente ainda de aprimoramento no controle do seu uso, mas mostrando maneiras mais inteligentes possíveis de virem controlar as chamadas falsas notícias, por perniciosas que sejam.

Os ganhos maiores: técnicas científicas de identificação genética e “construção” de antídotos com uma rapidez e eficiência galopantes quando comparadas com as conseguidas no passado. As esperadas vacinas estão vindo de forma muito rápida e, interessante, já um tanto “vacinadas” contra a exploração e manipulação política.

Os gestos de solidariedade humana que verearam e permeiam pelo mundo todo, muitas vezes sem considerar o alto custo material das providências, puderam neutralizar, em parte, os lances de oportunismo e frieza de aproveitadores, em cima da desgraça humana.

Por fim, a luta continua.

Ficam para trás momentos e condutas de oportunismo incabíveis na evolução da humanidade. Vai adiante todo o universo de virtudes praticadas e atitudes governamentais que estiveram voltadas e vocacionadas para a busca do bem estar geral, independentemente das nacionalidades e raças.

Que os tempos possam logo voltar ao ritmo normal e natural.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *